domingo, 13 de março de 2011

Morte

De meus olhos o ultimo vuto de vida
Da minha boca o ultimo jogar de ar
Minha alma, a loucura de quer viver
A mim o assinar da morte
Dar ao assassino a mim mesmo

Meu corpo, matéria modelável,
Meu corpo? Cinzas somente isso
Minha vida? Mentiras formadas para alimentar uma verdade que me acalma
Sonhos? Já foram muitos, mas hoje já não são mais nada
O redemoinho chamado vida(morte) nos leva a ir para o fim
Meu fim de qualquer forma nunca soube
Acho que o melhor de morrer(viver) e poder não saber como vai ser


O caminho inesperado, olhando para o passado e tentando pensar como?
Como foi que cheguei aqui?
Minhas mãos modelaram o presente...
O futuro? Incerteza, certa de que quero continuar tendo
Minhas noites, meus segundos, o agora é tão imprevisível quanto ao daqui a pouco
Não, realmente não vivo pensando como vai ser os próximos segundos, pois
até estes que está a pensar já se passaram.
A certeza que tenho desta vez não é paradoxal
A certeza do passado intocável, sem direitos a correção, ...
Reticências por que somente ela que diz tudo, ou nada, nunca nos pensamos
E a morte chega e nós nunca vemos.

O que mais me aflige é não saber, mas saber
Passei tanto tempo esquecendo da morte
Que ela me fez lembrar
Passei tanto tempo mentindo para mim mesmo, criando minha verdade
E esqueci da verdade real, da verdade que não quis para mim
Apaguei da memória as cinzas, por que hoje nem ela, nem eu existem mais.

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