domingo, 21 de novembro de 2010

Santa Puta, Santa Mulher




Manhã. Sol saindo do chão e erguendo-se para dominar, ter o controle do céu. O sol com certeza é o dono e percussor de toda a vida e toda luz. Carros, buzinas, uma após doutra. Engarrafamento, xingamentos e um caos que começa todas as manhãs e acaba no inicio de seu ciclo vicioso. Mão no chuveiro, água cai no corpo dela, mulata, mulher e água contorna o corpo dela, logo após já está com a roupa na mão, toca o telefone, atende e ao mesmo tempo termina de se arrumar. A camisa vesti aquela barriga, aquela mulher.

Saia justa, camisa apertada modelando seus seios e teu corpo, bolsa a mão e aquela mulher ia trabalhar. Entra numa empresa de porte, os homens atiçam seus olhares sobre a mulher que para eles é vulgar, mulher de fora, não mulher para casar.

- É incrível! Só por que uso as roupas de que gosto, roupas curtas, os homens me cobiçam, acham que eu sou da vida, sou fácil, estes se enganam sou mulher direita.

Um homem aproxima-se da mulher vadia para todos, ela ainda com seu rebolado, ele se senti no direito de apertar a bunda daquela dama. Ela como boa dama dá uma bofetada na face daquele bruto, cavalo. O rapaz a olha e se ira, ele ainda senti-se no direito de questionar o ato da dama.

- Não te dou o direito que pegue em minha bunda seu...

- Se não quer esse tipo de coisa por que se vesti como vadia, sua santa puta.

A dama novamente o dá uma tapa na face do rapaz e sai de lá com orgulho ferido. A santa puta como disse as palavras do rapaz, dirige-se a entrevista de emprego, senta-se e coloca uma perna sobre outra. A mulher que a entrevistará sempre olhava para suas pernas, seus olhos foram atentos, ao trocar das pernas da mulher.

- Eu pensava que aquela mulher estava me ouvindo em tudo o que dizia, meu currículo poderia não ser dos melhores. Afinal eu só sou a três anos formada em Direito pela federal, mas ela não parava de olhar para minhas pernas.

A mulher olhava para aquelas pernas com desejo e nem olhou para o currículo. Ao final da entrevista como todas as outras a mulher falou que se o currículo dela fosse escolhido ela seria contratada. O mais interessante que desta vez a Santa puta, palavras do rapaz-homem dissera levou um papel com numero e endereço da mulher que a entrevistará, além de uma bela cantada.

- Devo confessar que fiquei sem graça, mas ela sabe como tratar uma dama. Pena que a fruta que ela não gosta eu adoro, mas não entendo por que todos nunca vêem meu currículo. Será mesmo que é por minhas roupas?

A morena chegara à casa de sua mãe, sentou-se na cadeira que estava frente à mesa e bebera um copo d'água, afinal ficara quase uma tarde inteira em um engarrafamento, merecia descansar. Chegou sua filha que a deu um beijo na face, sua mãe como sempre reclamava dos trajes que a filha usava, mas como sempre ela não deu corda.

- Sabe?! Eu não quero para minha filha o futuro que eu tive, quero que ela se possa ter um futuro bom, apesar de ser formada em nível superior as empresas não valorizam meu potencial. Penso eu por que sou mãe solteira e já vêem como um empecilho, mas nunca irei negar que tenho uma filha para poder conseguir um trabalho. Minha filha é minha vida, meu motivo de viver.

A pequena garota estava com um vestido lindo, havia ganhado de seu pai. A menina aplicava-se e com a ajuda da mãe estudava muito, era nova mais já muito dedicada e caprichosa no que faz. As pessoas admiram, vêem na garota futuro, nem parece que é pobre.

- Falam:- “Filha de pobre tem que ser assim mesmo, parece que por sermos pobres temos a obrigação de sermos bons, por que temos que mostrar nossos valores, somos humanos, somos "iguais", não , não somos iguais, acho que dizem isso por que minha filha é negra.

Mais uns início de dia e o ciclo vicioso continua a acontecer. A santa puta, com suas roupas curtas, com seus trajes sedutores, com sua vulgaridade comum, mas com sua personalidade inigualável. A Santa puta quer provar que pode. Muda a roupa, houve sua mãe, coloca um vestido, um decote lindo, um salto alto. Colocou ao final de um penteado que valorizava a sua raiz negra, seus cachos, um colar e fora desta vez a procura de um emprego. As vizinhas fofoqueiras ficaram admiradas, olharam todas ao novo modelo de mulher. Novamente o ônibus lotado e ela sem preocupação. Entrou no prédio da entrevista, os homens desta vez não a olharam com tanto desejo, olharam-na como mulher, deram-na o respeito merecido.

- Foi incrível como todos ficaram com as bocas abertas. Eu só mudei uma roupa e as pessoas me trataram de outra forma, quando entrei mesmo o rapaz da entrevista não ficou tentando olhar por debaixo de meu vestido para saber...

O rapaz que a entrevistará a fez algumas perguntas, suas respostas o surpreendiam a cada segundo. Ao final da entrevista ela já estava esperando a velha resposta, mas foi incrível o que a mudança de uma roupa fez.

- Eu ouvi o: contratada, será que foi por causa da roupa?

Daquele dia em diante a mulher que todos os homens chamavam de Santa Puta, tornou-se Santa Mulher. O incrível que a mulata era safada, ás vezes, na noite aprontava com seu homem, seu companheiro, seu amor algumas coisas. Dava-lhe uns beijos e amasso, faziam amor.

- Não é por que visto roupas certas ou ditas vulgares que não posso aprontar das minhas a noite.

Santa Mulher vesti roupa vulgares, Santa Puta disfarça-se de freira e vesti a moda da casa.

sábado, 20 de novembro de 2010

Simplicidade



Quando a folha seca cai no chão

A água que corre sem direção

Quando si ama só por amar

É tão simples


Quando eu acordo todas as manhãs

E te vejo dormir,

Meus lábios querem juntar-se aos seus

Sentir tua boca suja,

Ouvi seu bom dia

Tocar teus cabelos bagunçados e rir de tudo

Sabendo que valeu apena minhas loucas escolhas

E não me arrependo de nada, mas me orgulho do tudo


A água que cai no chão pela chuva

O andar de bicicleta

O sol que nasce todas as manhãs

O abrir de olhos a cada despertar de alma

O canto dos pássaros

A arte.


A gota de chuva que caiu em minha face

Nós dois andando de bicicleta

O por do sol que vimos juntos naquele parque

Teus olhos quando fizemos amor

O acordar com a luz em nossos olhos

A arte da união de nossos lábios

E a beleza do luar

A simplicidade do sol

Que se retira para que a lua possa brilhar


A um homem resta-se a simplicidade de viver

Olhar o sol que nasce e agradecer

O novo dia, a nova alegria

A mais nova faixa diferente do filme

A vida


É tão complexo que simplificamos

Para vermos como somos e mesmo assim não entendemos

A simplicidade que é mais complexa do que a próprio complexo

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Rosa


As pétalas de rosas caem no chão,
estavam no buquê que guardei para você
Foram às rosas mais lindas do bosque
E vi minhas flores secarem, assim como eu
Ao vê meu amor...

O verde daquele campo
E o vento que passou em seu cabelo para descobrir
Que eu estava ali e ainda vejo


O desgrudar dos corpos

Sua face, com medo de perder-me

O dedo frente ao próximo beijo e um grito de amor

Seu medo de perder, seu sonho de amor

Não. Você, você ainda não sabia amar.


As rosas que secaram ficaram no chão

E meu amor que um dia tive secou,

Assim como as rosas no outono

Meu olhar gelou e o que cai era lagrimas de frieza e dor


Que pena que não foi eu que estava desse lado

Fui eu que te vi correr com aquele buquê em mãos

Eu vi as pétalas secarem.

O olhar esfriar

E o amor que um dia sentimos sumir


Dedicado á: Milene Araujo e Izabela Galiza

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Folhas de Outono


Pessoal, bom eu sou mais de escrever poemas e contos e postar, mas hoje eu quero dizer a você que estou escrevendo um média metragem, que se chama folhas de outono. Bom folhas de outono conta a historia de 3 estudantes e eles passam por situações que somente um estudante pode passar, mais coisas eu vou dizendo ao longo do tempo, mas saibam que folhas de outono promete 2011.

Mulher Carioca



Bela, bela, bela
Ela anda na rua
Como quem passa na passarela
O mundo é dela

Linda, doce, fera
Seu corpo provoca engarrafamento
Mudança de vento
Faz fila de espera

Demorou, perdeu a vez
Vacilou, casa caiu
A bela é carioca
Mais é da cor do Brasil

Demorou, perdeu a vez
Vacilou, casa caiu
A bela é carioca
Mais é da cor do Brasil

Pedro Luis e a Parede

Essa musica é muito massa, deem uma olhadinha

Mulheres






Permitam-me ser safado
Mas as mulheres são o fruto do pecado que todo homem deve provar
Passa sua boca pelos lugares mais escondidos
Provar até o fim do fruto que tens







Sinta o remexer das mulheres
Elas fazem de proposito
E vai e vem, é um sobe e desce
Não sei como elas conseguem, mas as mulheres tem um dom
Uma magica , uma coisa toda especial
As mulheres sabem como encantar os homens
E o que usar para encantar.

Razão


Todos meus caminhos foram iluminados por sua luz
De fato sei que ela é caminho.
Todos os momentos que eu sonhei,
Você era meu sonho.
Não duvide, de todas as lutas que venci,
você foi meu motivo de vitória.


Quando mais precisei de ajuda, você foi meu caminho.
Das lembranças que mais guardo em meu coração com certeza
é o teu sorriso.

Não me esqueço do nosso dia de chuva
Parece mentira, mas foi ali que me apaixonei
O ultimo beijo que te dei antes da partida
Foi o maior momento de amor
E ele me ajudou a superar a guerra
A vencer a luta
E andar, andar...

Sim, você. Você é a razão da qual estou aqui
Não se esqueça disso jamais
Minha razão que se perdeu
O caminho que nunca esquecerei de andar
Você foi e é a mão que precisei para continuar.


Dedicado á: Gabriel Oliveira, Jilvana Ferreira e Laís Pâmela